quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A essência resiste em Valmir Black Power

Nesta quinta-feira (13/1), fui à casa do sempre atencioso 'brother' Valmir Black Power, um dos poucos blacks de verdade que ainda existem/resistem.
Amante da boa música negra, com ênfase no soul e no original FUNK, ele me ajudou a entender como era a cena dos bailes black entre as décadas de 1970 e 1980, época em que Nelson Triunfo se mudou para São Paulo para tornar-se um dos principais difusores da música negra e da cultura hip-hop no Brasil.

O primeiro contato de Valmir Black Power com a cultura que revolucionou a música negra mundial ocorreu em 1977, época em que começou a frequentar os diversos bailes e shows que movimentavam a cena em São Paulo e eram organizados por equipes como Chic Show, Zimbabwe, Black Mad, Musicália e Kaskata's, entre tantas outras.
Em 1978, viu Nelson Triunfo pela primeira vez, no épico show de James Brown no ginásio da Sociedade Esportiva Palmeiras.

O tempo passou, a música sofreu transformações, o hip-hop surgiu e cresceu, e Valmir Black Power precisou se tornar bem menos assíduo nos bailes, em razão de compromissos profissionais e familiares. Mas, ainda hoje, sempre que pode, capricha no visual e corre para a pista de dança, com a mesma essência que o fez ostentar a cabeleira black power em pleno período de ditadura militar, a mesma paixão por James Brown e seus muitos discípulos na música, o mesmo coração e mente abertos.
Muito obrigado, Valmir Black Power, pela honra de poder ser muito bem recebido em sua casa e conhecer sua linda família, a quem estendo meus agradecimentos. Muito respeito mesmo à sua trajetória "black" e à sua pessoa!

2 comentários:

  1. Sem palavras...meu amado brother Valmir Black Power... sempre nos movimentos...sempre fiel...sempre apaixonado pela música, dança, família, amigos... Nelson Triunfo, Nino Brow, entre outros, sempre fizeram parte da vida dele...sem dúvida alguma vc (Gilberto Yoshinaga), pode ter certeza de que ele sente o mesmo prazer em ter vc como amigo!

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  2. Pode crer, Gil!!

    Fica aí feito o registro para a galeria intinerante da nossa cultura. Mais um clássico para a posteridade. Não conheço pessoalmente o Valmir Black Power, porém conheço um pouco e respeito muito a sua história.

    Parabéns por mais esse registro importante.


    Paulo Br.

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