Em sua participação da canção "Desafio no rap embolada", de Thaide & DJ Hum, Nelson Triunfo versa: "Aqui é Nelsão, descendente de Sansão", numa clara referência a sua vasta cabeleira black.
Apaixonado pela dança, Nelsão, que normalmente deixa o cabelo guardado em uma enorme touca, solta-o sempre que chega ao ápice de uma performance, quando a dança o deixa extasiado.
Coloque um bom funk ou soul em alto volume perto do Nelsão e ele não resistirá por muito tempo até começar a dançar.
O vídeo que segue abaixo mostra uma performance de Nelsão, com o cabelão black solto, e termina de forma bem engraçada e curiosa.
("Para onde ele foi?")...
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
O rap-repente de Zé Brown
No último domingo, Nelson Triunfo me presenteou com o CD "Repente Rap Repente" (2008), do também pernambucano Zé Brown (veja capa ao lado). Uma obra-prima!Um dos mentores do Faces do Subúrbio, o mais célebre grupo de rap pernambucano, Zé Brown sempre esteve sintonizado com as diversas e riquíssimas manifestações populares nordestinas, como o coco, a embolada, o repente e a literatura de cordel.
Neste CD solo, produzido pelo notável músico Skowa (ele mesmo, do Skowa e a Máfia) em parceria com Janja Gomes (filho de João Paraíba, do lendário Trio Mocotó), Zé Brown atingiu a perfeição sonora no casamento entre o rap e os ritmos nordestinos, com destaque para o repente - "irmão" brasileiro do rap.
Em sua obra, Zé Brown contou com colaborações muito especiais e que representam a riqueza e a versatilidade da "MPB afronordestina" produzida em terra brasilis, como as de Caju e Castanha (os maiores expoentes do repente no Brasil), Paula Lima (maravilhosa diva do soul tupiniquim), Lenine (um dos mais versáteis e respeitados músicos pernambucanos) e o rapper/sambista Rappin' Hood (que dispensa apresentações).
Aqui, faço questão de exibir uma apresentação de Zé Brown com Caju e Castanha, no programa "Manos e Minas", da TV Cultura:
Outros talentos pernambucanos do repente, como Aurinha do Coco, Castanhola, Passarinho e Xexéu, também emprestaram seu talento no primoroso trabalho de Zé Brown, assim como os alunos da instituição Grupo de Apoio Pé no Chão (da qual o rapper-repentista faz parte) e ótimos rappers pernambucanos, ainda pouco conhecidos, como Mago MC, Samuel Negão, Ítalo MC e Nielson Terror.
Por que falo tanto de Zé Brown num blog sobre Nelson Triunfo? Por um motivo muito simples: além de defenderem o orgulho pernambucano, ambos equilibram muito bem sua devoção às raízes culturais nordestinas - algo muito presente no espírito e na musicalidade de Nelsão.
Seguramente, Zé Brown é o MC brasileiro que possui a veia cultural mais afinada com a de Nelsão, e essa essência é a que mais representa o rap genuinamente brasileiro.
Costumo dizer que o rap e o repente são frutos de uma mesma semente africana semeada em solos diferentes, assim como o break e a capoeira.
Zé Brown merece esta homenagem e representa muito do que Nelsão oferece à cultura afronordestina brasileira.
A seguir, deixo aos leitores deste blog o ótimo vídeo da canção "Próximo personagem", faixa nº 3 do elogiável CD solo de Zé Brown:
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O verdadeiro FUNK!
A maioria das pessoas reage com uma compreensível careta quando digo que AMO o FUNK.
Percebo, sempre, que isso ocorre por pura ignorância dos meus interlocutores - ignorância no sentido de "desconhecimento", "desinformação", e não de "burrice", que fique claro.
Na década de 1990, criou-se um rótulo errôneo, no consciente popular, de que FUNK é o ritmo que, na verdade, chama-se "miami bass".
Trata-se do que prefiro chamar de "funk carioca" - que, apesar de herdar influências do verdadeiro funk de raiz, não é o FUNK que eu aprecio.
O miami bass, como diz o nome, surgiu em Miami (EUA), tendo o grupo 2 Live Crew como um de seus principais expoentes.
Nada tenho contra o ritmo, que, aliás, se tornou uma febre nas periferias de todo o Brasil, mas sim contra suas letras pornográficas e machistas, que não transmitem nenhum conteúdo proveitoso.
Muito pelo contrário, acredito que tais canções ajudam a manter a alienação popular, bem como os axés mais toscos e apelativos.
Quero aqui apresentar o vídeo da música "Vâmo funká", do grupo R.A.T.E.I.O., que conta com a participação de Nelson Triunfo. Apesar de terem sido gravados com poucos recursos, a canção e o vídeo são bem criativos - e transmitem, em seu ritmo, a sonoridade do VERDADEIRO FUNK! Vejamos o vídeo:
=> Aviso aos desinformados que queiram referências do verdadeiro funk: ouçam James Brown, Funkadelic, Parliament, The Meters, Bootsy Collins, Con Funk Shun, e por aí vai. No Brasil, os maiores expoentes foram Tim Maia (principalmente na fase "racional"), Gérson King Combo, Tony Tornado e Banda Black Rio.
*** E por favor: nunca (JA-MAIS!) chamem o miami bass de FUNK quando estiverem perto de mim!
Percebo, sempre, que isso ocorre por pura ignorância dos meus interlocutores - ignorância no sentido de "desconhecimento", "desinformação", e não de "burrice", que fique claro.
Na década de 1990, criou-se um rótulo errôneo, no consciente popular, de que FUNK é o ritmo que, na verdade, chama-se "miami bass".
Trata-se do que prefiro chamar de "funk carioca" - que, apesar de herdar influências do verdadeiro funk de raiz, não é o FUNK que eu aprecio.
O miami bass, como diz o nome, surgiu em Miami (EUA), tendo o grupo 2 Live Crew como um de seus principais expoentes.
Nada tenho contra o ritmo, que, aliás, se tornou uma febre nas periferias de todo o Brasil, mas sim contra suas letras pornográficas e machistas, que não transmitem nenhum conteúdo proveitoso.
Muito pelo contrário, acredito que tais canções ajudam a manter a alienação popular, bem como os axés mais toscos e apelativos.
Quero aqui apresentar o vídeo da música "Vâmo funká", do grupo R.A.T.E.I.O., que conta com a participação de Nelson Triunfo. Apesar de terem sido gravados com poucos recursos, a canção e o vídeo são bem criativos - e transmitem, em seu ritmo, a sonoridade do VERDADEIRO FUNK! Vejamos o vídeo:
=> Aviso aos desinformados que queiram referências do verdadeiro funk: ouçam James Brown, Funkadelic, Parliament, The Meters, Bootsy Collins, Con Funk Shun, e por aí vai. No Brasil, os maiores expoentes foram Tim Maia (principalmente na fase "racional"), Gérson King Combo, Tony Tornado e Banda Black Rio.
*** E por favor: nunca (JA-MAIS!) chamem o miami bass de FUNK quando estiverem perto de mim!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Churrasco, yakissoba e James Brown!
Nem a chuva, que se tornou uma triste rotina diária na maior cidade do Brasil, impediu que eu e Nelsão Triunfo pudéssemos confraternizar e recolocar as conversas em dia, depois de um mês sem mantermos contato - período em que, conforme relatei neste blog, ele viajou pelo Nordeste e eu trabalhei bastante sobre o texto final da biografia.
Tive, naquela ocasião, a honra de poder beijar a mão do maior fenômeno que a música negra já teve e que, para muitos, foi o primeiro MC da história.
Mais sortudo ainda, Nelsão se encontrou com James Brown em cinco ocasiões, a primeira delas em 1978. Mr. Dynamite o chamava de "sherriff" (xerife).
Tais lembranças, em conversas deliciosamente acompanhadas de churrasco e yakissoba, foram intercaladas, é claro, por eletrizantes passos de dança.
Mesmo sob insistente chuva, Nelsão e seus filhos Jean e Andrinho fizeram performances muito divertidas, comprovando que o hip-hop de raiz está inserido em seu DNA.
Quanto ao livro, continuamos trabalhando em um ritmo muito produtivo e, em breve, poderemos ter boas novidades.
Paz a todos e um ótimo feriado (apesar da chuva)!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Homens trabalhando...
Acabei de passar os olhos por este blog e me coloquei no lugar de um leitor. Percebi que, quando comecei a escrever neste espaço, estava empolgado com o blog como uma "ferramenta extra de comunicação", pensando que ele atrairia mais informações, colaboradores, etc. Por isso, escrevia com mais frequência.
Notei, também, que estou há bons dias sem escrever nada por aqui. Isso deve-se, em parte, à virada de ano, período em que todo mortal merece descansar, curtir mais a família, viajar (se possível), revisar conceitos e fazer planos para o novo ano. Nelsão viajou para o Nordeste e eu me coloquei a trabalhar no texto final do livro, em um ritmo feroz. Isso ninguém vê mas, se eu não contar aqui no blog, algumas pessoas poderão pensar que não estou fazendo nada.
A quem aguarda a biografia do Nelsão, devo esta satisfação: o trabalho está caminhando muito bem. Uma pessoa, muito especial para mim, já está me ajudando a conferir e corrigir os textos. Meu trabalho de pesquisa também tem sido bastante frutífero.
Boa parte desta pesquisa devo a pessoas que têm colaborado comigo. Quero aqui fazer um especial agradecimento a elas, desde já, e espero que surjam outras pessoas dispostas a colaborar.
- MAURÍCIO CAMPOS, sobrinho de Nelsão, mora no Ceará e escreveu para mim. Já me passou informações valiosas e se propôs a manter contato e me ajudar no que eu precisar. Muito obrigado, Maurício!
- Também recebi um e-mail do pessoal do US Blacks, do Distrito Federal, com relatos muito importantes sobre a passagem de Nelsão por lá, em meados da década de 1970. Nelsão morou um ano na Ceilândia e mais um ano em Sobradinho, período em que ajudou a fomentar a cena black por lá. Não por acaso, o DF é hoje um celeiro de excelentes b.boys e b.girls, e possui importante representatividade no hip-hop brasileiro. Agradeço profundamente por mais esta colaboração dos parceiros Éddy Brown, Mr. Bimba, D'Bellus e Black Matuza.
* Volto a frisar que quem ainda tiver relatos que julguem ser importantes, sobre Nelson Triunfo e sua trajetória, pode também colaborar com a biografia. Basta escrever para biografiadenelsontriunfo@gmail.com

Antes que alguém pense que estou parado, deixo claro: aqui há HOMENS TRABALHANDO!
Notei, também, que estou há bons dias sem escrever nada por aqui. Isso deve-se, em parte, à virada de ano, período em que todo mortal merece descansar, curtir mais a família, viajar (se possível), revisar conceitos e fazer planos para o novo ano. Nelsão viajou para o Nordeste e eu me coloquei a trabalhar no texto final do livro, em um ritmo feroz. Isso ninguém vê mas, se eu não contar aqui no blog, algumas pessoas poderão pensar que não estou fazendo nada.
A quem aguarda a biografia do Nelsão, devo esta satisfação: o trabalho está caminhando muito bem. Uma pessoa, muito especial para mim, já está me ajudando a conferir e corrigir os textos. Meu trabalho de pesquisa também tem sido bastante frutífero.
Boa parte desta pesquisa devo a pessoas que têm colaborado comigo. Quero aqui fazer um especial agradecimento a elas, desde já, e espero que surjam outras pessoas dispostas a colaborar.
- MAURÍCIO CAMPOS, sobrinho de Nelsão, mora no Ceará e escreveu para mim. Já me passou informações valiosas e se propôs a manter contato e me ajudar no que eu precisar. Muito obrigado, Maurício!
- Também recebi um e-mail do pessoal do US Blacks, do Distrito Federal, com relatos muito importantes sobre a passagem de Nelsão por lá, em meados da década de 1970. Nelsão morou um ano na Ceilândia e mais um ano em Sobradinho, período em que ajudou a fomentar a cena black por lá. Não por acaso, o DF é hoje um celeiro de excelentes b.boys e b.girls, e possui importante representatividade no hip-hop brasileiro. Agradeço profundamente por mais esta colaboração dos parceiros Éddy Brown, Mr. Bimba, D'Bellus e Black Matuza.
* Volto a frisar que quem ainda tiver relatos que julguem ser importantes, sobre Nelson Triunfo e sua trajetória, pode também colaborar com a biografia. Basta escrever para biografiadenelsontriunfo@gmail.com

Antes que alguém pense que estou parado, deixo claro: aqui há HOMENS TRABALHANDO!
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Uma observação sobre os sonhos
Recebi uma espécie de "mensagem-clichê" nesta época do ano, com votos de que 2010 seja um ótimo ano, e blá blá blá, seguida de um "Que todos os seus sonhos se realizem".
Trouxe para este blog o comentário para relembrar que a ideia de escrever a biografia de Nelson Triunfo nasceu de um sonho que tive. Nele, pude ver o livro pronto, o que me faz acreditar cada vez mais que este trabalho todo vai valer a pena!
Ainda não concretizei o projeto, ou seja, ainda há muito chão pela frente até que eu possa afirmar que realizei o "sonho" de escrever a biografia do Nelsão. Mas posso adiantar que estou trabalhando em um ritmo muito bom e, só nestes últimos dias, escrevi um bocado.
Digamos que, na minha narrativa linear, Nelsão já está com uns 17 anos, época aproximada em que conheceu a black music e se encantou com ela. Foi o período em que ele descobriu sua paixão pela dança e pela música, e que começou a deixar crescer o cabelão, motivado pelo movimento Black Power.
A quem tem passado seus olhos por este blog, deixo então votos de um ótimo ano de 2010, e repriso o chavão: que todos os seus sonhos se realizem. Só é proibido ficar de braços cruzados, aguardando que isso aconteça. A fórmula é trabalhar muito, com a cabeça no lugar e os pés no chão.
Já estou trabalhando para realizar o meu sonho - literalmente. Faça também a sua parte!
Espero, até o final de 2010, poder apresentar a todos o meu sonho realizado, quando estimo que a biografia de Nelson Triunfo estará pronta.
*Agora, sim: que venha 2010!
Trouxe para este blog o comentário para relembrar que a ideia de escrever a biografia de Nelson Triunfo nasceu de um sonho que tive. Nele, pude ver o livro pronto, o que me faz acreditar cada vez mais que este trabalho todo vai valer a pena!
Ainda não concretizei o projeto, ou seja, ainda há muito chão pela frente até que eu possa afirmar que realizei o "sonho" de escrever a biografia do Nelsão. Mas posso adiantar que estou trabalhando em um ritmo muito bom e, só nestes últimos dias, escrevi um bocado.
Digamos que, na minha narrativa linear, Nelsão já está com uns 17 anos, época aproximada em que conheceu a black music e se encantou com ela. Foi o período em que ele descobriu sua paixão pela dança e pela música, e que começou a deixar crescer o cabelão, motivado pelo movimento Black Power.
A quem tem passado seus olhos por este blog, deixo então votos de um ótimo ano de 2010, e repriso o chavão: que todos os seus sonhos se realizem. Só é proibido ficar de braços cruzados, aguardando que isso aconteça. A fórmula é trabalhar muito, com a cabeça no lugar e os pés no chão.
Já estou trabalhando para realizar o meu sonho - literalmente. Faça também a sua parte!
Espero, até o final de 2010, poder apresentar a todos o meu sonho realizado, quando estimo que a biografia de Nelson Triunfo estará pronta.
*Agora, sim: que venha 2010!
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Que venha 2010!
Peço desculpas à meia dúzia de pessoas (ou menos) que, de vez em quando, passa seus olhos por este blog.
Este mês, por dois motivos, fiz poucas atualizações. Primeiro, porque o ritmo de virada de ano me fez acionar o freio nas pesquisas e me concentrar mais nas compilações e no texto do livro em si;
segundo, porque a maldita operadora de telefonia (Oi) cometeu erros crassos comigo e me deixou uma semana sem acesso à internet. Não bastasse a incompetência e o descaso de seus funcionários e o péssimo atendimento prestado, nem mesmo a ouvidoria da empresa, para a qual escrevi relatando todas as "peripécias" de seus funcionários mongos, se preocupou em me responder. Uma vergonha!
Idiossincrasias de lado, nesta pacata antevéspera de Natal, devo dizer que, para as pesquisas referentes à biografia de Nelson Triunfo, 2009 já terminou! Neste exato momento, Nelsão encontra-se no Nordeste (a passeio e trabalho), onde deve passar por Ceará, Pernambuco e Bahia.
A mim, resta organizar as várias informações já coletadas e continuar compondo e lapidando o texto final. Final de ano me inspira e, talve, eu busque em ares diferentes o tempero que falta para chegar a pelo menos 40% ou 50% do livro pronto. Talvez, com alguma brisa salgada no rosto.
Pretendo terminar o livro até o final de 2010, mas o ano ainda promete muito trabalho pela frente. Uma ideia (que vai depender dos parcos recur$o$ deste escriba) é visitar pelo menos cinco localidades:
- Triunfo (PE), onde Nelsão nasceu e cresceu;
- Paulo Afonso (BA), onde ele conheceu o soul e formou sua primeira equipe de dança - Os Invertebrados;
- Ceilândia e Sobradinho (DF), onde Nelsão morou por dois anos, antes de instalar-se definitivamente em São Paulo;
- e Rio de Janeiro, para onde foi diversas vezes curtir bailes black e, entre essas andanças, conheceu gente como Tony Tornado e Tony Bizarro.
A viagem mais importante, e que considero indispensável, será para o Nordeste. Em Triunfo, Seu Nelson, pai do Nelsão, completará 100 anos de vida no final de maio. Ainda muito lúcido, o homem é um verdadeiro arquivo vivo e deve ter muita coisa boa para contar.
Espero que desejem-me sorte, assim como deixo, a todos que por aqui passam seus olhos, votos de um Natal tranquilo e cheio de paz, à espera de um ano que certamente será melhor que 2009 e pior que 2011!!!
Que venha, então, o tão aguardado ano de 2010!
Este mês, por dois motivos, fiz poucas atualizações. Primeiro, porque o ritmo de virada de ano me fez acionar o freio nas pesquisas e me concentrar mais nas compilações e no texto do livro em si;
segundo, porque a maldita operadora de telefonia (Oi) cometeu erros crassos comigo e me deixou uma semana sem acesso à internet. Não bastasse a incompetência e o descaso de seus funcionários e o péssimo atendimento prestado, nem mesmo a ouvidoria da empresa, para a qual escrevi relatando todas as "peripécias" de seus funcionários mongos, se preocupou em me responder. Uma vergonha!
Idiossincrasias de lado, nesta pacata antevéspera de Natal, devo dizer que, para as pesquisas referentes à biografia de Nelson Triunfo, 2009 já terminou! Neste exato momento, Nelsão encontra-se no Nordeste (a passeio e trabalho), onde deve passar por Ceará, Pernambuco e Bahia.
A mim, resta organizar as várias informações já coletadas e continuar compondo e lapidando o texto final. Final de ano me inspira e, talve, eu busque em ares diferentes o tempero que falta para chegar a pelo menos 40% ou 50% do livro pronto. Talvez, com alguma brisa salgada no rosto.
Pretendo terminar o livro até o final de 2010, mas o ano ainda promete muito trabalho pela frente. Uma ideia (que vai depender dos parcos recur$o$ deste escriba) é visitar pelo menos cinco localidades:
- Triunfo (PE), onde Nelsão nasceu e cresceu;
- Paulo Afonso (BA), onde ele conheceu o soul e formou sua primeira equipe de dança - Os Invertebrados;
- Ceilândia e Sobradinho (DF), onde Nelsão morou por dois anos, antes de instalar-se definitivamente em São Paulo;
- e Rio de Janeiro, para onde foi diversas vezes curtir bailes black e, entre essas andanças, conheceu gente como Tony Tornado e Tony Bizarro.
A viagem mais importante, e que considero indispensável, será para o Nordeste. Em Triunfo, Seu Nelson, pai do Nelsão, completará 100 anos de vida no final de maio. Ainda muito lúcido, o homem é um verdadeiro arquivo vivo e deve ter muita coisa boa para contar.
Espero que desejem-me sorte, assim como deixo, a todos que por aqui passam seus olhos, votos de um Natal tranquilo e cheio de paz, à espera de um ano que certamente será melhor que 2009 e pior que 2011!!!
Que venha, então, o tão aguardado ano de 2010!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A história do hip-hop no Brasil (1)
Segue abaixo a primeira edição de uma série de reportagens que o programa "Manos e Minas", da TV Cultura, está fazendo sobre a história da cultura de rua no Brasil. Um excelente trabalho feito por Zeca MCA (Rádio Boomshot) e equipe!
Com a palavra, além de imagens históricas do arquivo da TV Cultura, estão entrevistas recentes com ícones das origens do hip-hop, como Nelson Triunfo, João Break, MC Jack e Marcelinho Back Spin.
Segue então o vídeo que, mais do que uma reportagem, é um documento para o hip-hop brasileiro:
Com a palavra, além de imagens históricas do arquivo da TV Cultura, estão entrevistas recentes com ícones das origens do hip-hop, como Nelson Triunfo, João Break, MC Jack e Marcelinho Back Spin.
Segue então o vídeo que, mais do que uma reportagem, é um documento para o hip-hop brasileiro:
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Estamos no "Manos e Minas"!
Segue abaixo uma matéria feita pelo excelente videorrepórter Rodney Suguita, do programa Manos e Minas (TV Cultura), na festa dos 55 anos de Nelson Triunfo.
O palco, é claro, foi a
Vejamos o vídeo, em que tive a chance de falar um pouco sobre a biografia do pai do hip-hop no Brasil, que estou escrevendo (só lamento o fato de meu nome ter sido escrito errado. Meu sobrenome saiu publicado como "Yoshida", quando, na verdade, é "Yoshinaga").
O palco, é claro, foi a
Casa do Hip-Hop de Diadema, conforme eu já havia escrito aqui.Vejamos o vídeo, em que tive a chance de falar um pouco sobre a biografia do pai do hip-hop no Brasil, que estou escrevendo (só lamento o fato de meu nome ter sido escrito errado. Meu sobrenome saiu publicado como "Yoshida", quando, na verdade, é "Yoshinaga").
sábado, 28 de novembro de 2009
À procura da fórmula redacional perfeita...
Um dos desafios no projeto de biografar uma pessoa é encontrar a melhor fórmula redacional para a história a ser contada. É preciso ter muito critério na escolha do estilo do texto, além de avaliar minuciosamente seu formato, se o relato seguirá uma linha temporal contínua ou não, como serão divididos os capítulos, etc. Não é tarefa fácil!
Para buscar inspiração, tenho recorrido a outras biografias interessantes e analisado suas fórmulas redacionais. O interessante é verificar que livros excelentes possuem estilos totalmente diferentes.
"Autobiografia de Malcolm X", por exemplo, sobre a vida deste grande líder negro estadunidense*, é narrada em primeira pessoa, apesar de o texto final ter sido escrito pelo jornalista Alex Haley - com base em várias horas de depoimentos de Malcolm X. É um clássico! O texto é bem simples e o ritmo da narrativa torna a leitura muito agradável, do início ao fim. Leitura indispensável!
"O Anjo Pornográfico", biografia de Nelson Rodrigues escrita por Ruy Castro, é outro livro primoroso. Vale frisar que, neste caso, a própria história de vida de Nelson Rodrigues, verdadeiramente impressionante, já é um ponto muito positivo para que o livro fascine o leitor. Mas isso não tira os méritos de Ruy Castro - um ótimo escritor, mas que, infelizmente, também foi o autor de uma das frases mais estúpidas que já vi: "O hip-hop faz mal à saúde".

"Olga" e "Chatô: o Rei do Brasil", de Fernando Morais, conseguem ser livros excelentes com textos concisos, de vocabulário simples, algo bem próximo do jornalismo, mas com cacoetes literários na medida certa.
Também merece menção outro livro deste autor, "Corações Sujos", que não é exatamente uma biografia, mas oferece boas sugestões de técnica redacional. Outro aspecto que merece ser lembrado nos trabalhos de Fernando Morais são as profundas pesquisas documentais que ele faz - com várias reproduções importantes permeando as fotografias. Preciso trabalhar melhor com essa parte...
Em "Nelson Triunfo: Do Soul ao Hip-Hop", opto pela narrativa em terceira pessoa e quero produzir um texto com certa veia literária, mas que seja de fácil leitura. Com riqueza de detalhes na descrição de cenários e situações, porque a história de vida do Nelsão é extremamente cinematográfica. Inclui, por exemplo, ambientes como o remoto sertão pernambucano, a periferia do Distrito Federal e a sempre apressada metrópole chamada São Paulo.
Minha intenção é contar essas passagens todas sempre mantendo um pé no jornalismo e outro na literatura. Ainda não decidi se a narrativa seguirá uma ordem cronológica linear. Talvez, eu "embaralhe" relatos de épocas diferentes, para estabelecer as conexões entre diferentes acontecimentos da vida do Nelsão.
Se alguém estiver lendo isto, aproveito para pedir sugestões de outras biografias em que eu possa buscar inspiração, assim como opiniões sobre como acha que eu deva tratar o texto para uma missão tão importante.
*Utilizo a expressão "estadunidense" porque "norte-americano" é mais adequado para se referir ao conjunto formado por EUA, Canadá e México.
Para buscar inspiração, tenho recorrido a outras biografias interessantes e analisado suas fórmulas redacionais. O interessante é verificar que livros excelentes possuem estilos totalmente diferentes.
"Autobiografia de Malcolm X", por exemplo, sobre a vida deste grande líder negro estadunidense*, é narrada em primeira pessoa, apesar de o texto final ter sido escrito pelo jornalista Alex Haley - com base em várias horas de depoimentos de Malcolm X. É um clássico! O texto é bem simples e o ritmo da narrativa torna a leitura muito agradável, do início ao fim. Leitura indispensável!
"O Anjo Pornográfico", biografia de Nelson Rodrigues escrita por Ruy Castro, é outro livro primoroso. Vale frisar que, neste caso, a própria história de vida de Nelson Rodrigues, verdadeiramente impressionante, já é um ponto muito positivo para que o livro fascine o leitor. Mas isso não tira os méritos de Ruy Castro - um ótimo escritor, mas que, infelizmente, também foi o autor de uma das frases mais estúpidas que já vi: "O hip-hop faz mal à saúde".
"Olga" e "Chatô: o Rei do Brasil", de Fernando Morais, conseguem ser livros excelentes com textos concisos, de vocabulário simples, algo bem próximo do jornalismo, mas com cacoetes literários na medida certa.
Também merece menção outro livro deste autor, "Corações Sujos", que não é exatamente uma biografia, mas oferece boas sugestões de técnica redacional. Outro aspecto que merece ser lembrado nos trabalhos de Fernando Morais são as profundas pesquisas documentais que ele faz - com várias reproduções importantes permeando as fotografias. Preciso trabalhar melhor com essa parte...Em "Nelson Triunfo: Do Soul ao Hip-Hop", opto pela narrativa em terceira pessoa e quero produzir um texto com certa veia literária, mas que seja de fácil leitura. Com riqueza de detalhes na descrição de cenários e situações, porque a história de vida do Nelsão é extremamente cinematográfica. Inclui, por exemplo, ambientes como o remoto sertão pernambucano, a periferia do Distrito Federal e a sempre apressada metrópole chamada São Paulo.
Se alguém estiver lendo isto, aproveito para pedir sugestões de outras biografias em que eu possa buscar inspiração, assim como opiniões sobre como acha que eu deva tratar o texto para uma missão tão importante.
*Utilizo a expressão "estadunidense" porque "norte-americano" é mais adequado para se referir ao conjunto formado por EUA, Canadá e México.
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